Checklist para criar uma boa App

Checklist para criar uma boa App

Este artigo é orientado a todos os que, de alguma forma, estão envolvidos na criação de uma nova app de iOS. Quiçá a melhor do mercado. 🙂

App cheklist

1) Reinventar

Muitas das pessoas com quem discuti ideias sobre aplicações, a dada altura acabaram por dizer “Pois, isso até é engraçado mas já existe…”.

Se já usaram este raciocinio para não prosseguir com alguma ideia…voltem um pouco atrás.

O facto de já existir uma app com sucesso pode significar várias coisas positivas:
a) Existe mercado para a ideia
b) É possível analisar as reacções dos utilizadores às apps que já existem
c) Muitas vezes, em certos nichos, os utilizadores de iOS nem se lembram que “a tal” app pode existir, nestes casos alguém já fez o mais díficil, desbravar caminho e criar nos utilizadores a ideia de que “esse tipo de app existem”

Profit: Aprendam com os erros de negócio de quem ja implementou algo semelhante. O que podiam ter feito melhor? Que killing-feature poderiam ter oferecido mas não fizeram? Que comentários fizeram os utilizadores?

No final, o que irá ditar o sucesso da vossa “app”, não é o facto de “já ter existido algo semelhante”, mas sim, quão relevante é a vossa app para a necessidade atual dos utilizadores. Existem muitos pontos por onde evoluir, aspectos gráficos, performance, funcionalidades, integrações ou simplesmente “mais simplicidade”.

A própria apple é uma forte marca reinventora, tirando a parte de inovação, o que muita gente alega quando sai um novo iSomething é “opa mas isso já existe, a marca XYZ já lançou um há meio ano”. Este raciocínio, não está totalmente errado… mas está longe de estar totalmente correto. Certo, a apple poderá estar a lançar um novo equipamento com specs que outras marcas já possuem, mas há uma diferença importante… é, simplesmente, melhor. É melhor no sentido de que simplesmente funciona, é rápido, é estável, não tenho de o formatar a cada 2 meses, simplesmente…. é simples!?. A lição a retirar desta “marca” não é o facto de demorarem um pouco mais a dar aos utilizadores o que outras marcas já deram mas sim o facto de que o fazem com qualidade, com estratégia e com o único intuito de tornar a vida de quem utiliza, melhor.

Não se retraiam de reinventar, desde que o façam bem.

2) Target: Utilizador

app target

O maior inimigo de quem está a desenvolver uma app é a tendenciosite aguda.

Quando a desenvolver uma app, é fácil pensar em aspectos técnicos, TDD, BDD, UX UI, design patterns, clean code, APIs, integrações, autenticação, core data, segue, whatever… e passados 2 meses de desenvolvimento faltou o elemento mais importante, o não técnico, não funcional, não racional, o utilizador.

Voltando ao inimigo, a tendenciosite aguda, pode ser descrita como uma doença que afecta developers, em qualquer estado de desenvolvimento, deixando-os completamente invisuais às necessidades, vontades e limitações do mais comum utilizador. Pode também ser descrita como uma falta de perspectiva avassaladora que resulta, geralmente, em baixos índices de satisfação por parte do utilizador final.

A cura não está em livros de regras ou boas práticas de implementação. Diria até que está longe disso. Passa mais por 2 horas de um bom videojogo, um bom livro ou fazer download das 20 apps mais bem sucedidas na appstore de forma compulsiva. O truque é nunca se esquecerem de ser, também vocês, utilizadores! Peguem na vossa ideia e perguntem:”consigo fazer o que quero em 2 ou 3 screen-taps? demoro muito? tenho de pensar ou perceber a dinamica da app antes de a utilizar?”

O que o utilizador comum procura é uma app com uma determinada funcionalidade, que possa ser utilizada de forma rápida, sem complicações nem muitos pensamentos. Os smartphones, embora hoje em dia com grandes capacidades, são dispositivos portáteis que levamos conosco para todo lado com o intuito de podermos realizar tarefas, mais ou menos complexas, rapidamente, e em qualquer lugar.

Caso já estejam a ser atacados pela tendenciosite aguda e só agora se aperceberam, nada temam, coloquem a voces proprios as seguintes questoes:
a) “Quando estiver no metro, com movimento, com empurrões e o individuo coscuvilheiro ao lado a tentar perceber o que estamos a fazer, consigo fazer o que quero sem grande constrangimento?”
b) “Consegui fazer o que queria sem ir ver a secção da “ajuda?””
c) “Evito utilizar a app porque me consome muita bateria? ou dados móveis?”
d) “Demoro 5 minutos a explicar o que a app faz aos meus amigos?”

Se responderam mentalmente e a chave foi: “sim”, “sim”, “não”, “muito menos que isso” então estão no bom caminho. Se erraram alguma, revejam a pergunta que falhou e façam com que a resposta bata certo.

Dar ao utilizador algo simples, fácil e agradável não é só uma “possibilidade”, mas sim, um dever. Devem-no a vocês que trabalharam tanto a desenvolver a vossa app e aos vossos utilizadores, que pagaram um balúrdio por um iPhone/iPad e só querem aplicações fantásticas 🙂

Em resumo, reinventem o que acharem que merece ser reinventado, façam-no melhor e de forma a que os utilizadores se lembrem da app que usaram no comboio que era tão simples e fantástica que não querem outra coisa.

App top lucro

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